O Filtro e a Esponja

Por Alex Maktub 07/08/2021 - 08:56 hs

Começo esta crônica indo direto ao ponto. Procuro entender enfaticamente as funções metafóricas do filtro e da esponja. Não que literalmente suas respectivas utilidades não sejam válidas, até são, mas é que para o causo deste texto, o que vai mais importar é o sentido figurado que muitos persistem em não entender. Ou entendem o que querem entender, o que não deixa de ser um demérito.

Bônus e ônus. Por leves frações de segundos, havia esquecido o que dos dedos ao contato com o teclado sairia. Mas lembrei: tal como filtro, é melhor deixar passar apenas o que é útil, ao contrário da esponja, acumuladora de elementos que muitas vezes não mais úteis. Em tempos cujas informações e notícias nos são lançadas a todo instante, aplicar o filtro é necessário.

Há quem pratique a sutil arte de filtrar. E há quem pratique a terrível arte de acumular para si tudo o que não deveria. Relembro-lhe: estamos “conversando no sentido figurado”. Tal como os raios de um fraco sol no gelado vento. Um montante de pensamentos introspectivos em calafrios ao meio-dia.

Confuso. Mas necessário. Era uma vez uma esponja que queria lavar um filtro. O filtro filtrou todas as impurezas que podia, mas com o passar do tempo, não conseguia mais se livrar dos pedregulhos que no decorrer dos dias passavam por seu caminho. A esponja extraiu para si as impurezas do filtro, e não mais conseguiu se livrar. Adoeceu.