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Ataque de abelhas africanizadas deixa uma idosa morta e dois feridos em Botucatu

Vigilância Ambiental alerta para os riscos do manejo inadequado após enxame no forro de residência causar tragédia

Atualizado em 24/03/2026 às 11:03, por Netto Dorico.

Equipes de vigilância e apicultores isolam uma rua residencial com faixas amarelas para conter um grande enxame de abelhas em uma árvore

Equipes de resgate e vigilância ambiental isolaram a área para conter o enxame e evitar novos ataques na vizinhança (Imagem ilustraiva gerada por IA)

Marcia Maria Bertani Favarin, de 76 anos, morreu na tarde de segunda-feira (23) após ser atacada por um enxame de abelhas africanizadas no bairro Green Valley, na região sul de Botucatu. O incidente também vitimou o marido dela, de 70 anos, e o filho do casal, de 38 anos, que precisaram de atendimento médico urgente após receberem diversas ferroadas.

A Guarda Civil Municipal (GCM) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados para a ocorrência, mas a idosa não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local. Os outros dois familiares foram socorridos e encaminhados ao Hospital das Clínicas (HC) da Unesp para tratamento.

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De acordo com a Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) de Botucatu, os técnicos encontraram o enxame instalado no forro do imóvel, em um local de difícil acesso e com comportamento extremamente agressivo. Até o momento, as autoridades não confirmaram o que teria desencadeado a reação defensiva dos insetos. O órgão reforçou a orientação para que a população jamais tente realizar o manejo ou a retirada de abelhas por conta própria, devido ao alto risco de acidentes graves.

Especialistas lembram que casos envolvendo enxames ou a presença de colmeias em áreas urbanas devem ser comunicados imediatamente à Defesa Civil de cada município. O órgão possui treinamento técnico para o manejo seguro dos animais e a retirada das estruturas, prevenindo ataques a pessoas e animais domésticos.