Foco no processo!
Se um dia alguém me contasse que, em março de 2025, eu teria corrido vinte e três quilômetros, eu não poderia acreditar. Pois foi exatamente isso que aconteceu. Era mais uma meia-maratona, e o desafio ultrapassaria os vinte e um quilômetros. Como minha casa ficara exatamente a dois quilômetros de distância do local exato de largada da prova, utilizei essa mesma distância para um ousado aquecimento.
E fui... Com a cara e a coragem, naquela manhã quente, encarando o próprio psicológico para superar as subidas e descidas, as dores e as alegrias, as ansiedades e as honrarias de, em solo barra-bonitense, conquistar aquilo que o improvável parecia não aceitar.
Desde 1999, quando fui submetido a um transplante de medula óssea, tenho vivido com muita cautela no que diz respeito à saúde. Mesmo hoje, quase três décadas depois, os cuidados são realizados minuciosamente.

Em 2017, quando, após realizar um hemograma, um médico me sugeriu praticar assiduamente algum esporte, devido à possibilidade de desenvolver colesterol, a corrida me foi o destino certo.
Passei por várias cidades da região, ingressando na aventura única de correr. Desde 2018, tenho participado da Corrida Internacional de São Silvestre, e a energia parece-me única. Celebrar as missões destinadas de um ano inteiro, em 31 de dezembro, é encantador. Falando, ou melhor, escrevendo, ainda sobre a São Silvestre, estar no centro histórico de São Paulo é uma oportunidade maravilhosa para quem gosta de contemplar história, poesia e esporte. Não por acaso, o esporte é, de certa forma, uma poesia.
Meu tênis e minhas pernas: a caneta e a poesia; sendo as ruas, um livro em branco.











