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Galeria lotada

Atualizado em 14/04/2026 às 15:04, por Netto Dorico.

Domingo, seis horas da manhã. Ainda sonolento pelo despertar tardio (acordo normalmente uma hora antes, todos os dias, exceto neste dia que vos relato), recebo no meu celular uma notificação avisando-me persistentemente sobre a falta de espaço na galeria de fotos. Recorro, com uma preguiça tardia, ao aparelho, que, sem dó nem piedade, agride minha retina com seu venenoso brilho artificial.
Acesso a galeria: incríveis “quinhentas” fotos. Paisagens, fotos para perfil, gatos, prints de matérias úteis, mais fotos de gatos, registros pedagógicos visando futuras postagens e mais, mais fotos de gatos! Sim, os felinos dominam. Eles têm sete vidas e outras tantas mais. “Que talento para a compaixão”!

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Retorno ainda atordoado com a quantidade de informações em linguagens não verbais que carrego. Perdoe-me o termo. Ainda estou sob resquícios e reações dos exercícios gramaticais da semana anterior. Decido, com dor no coração superlotado, apagar algumas imagens. Percebo que boa parte delas está postada nas redes sociais. Descarto, pensando: se um dia as redes sociais deixarem de existir, todas as fotos e postagens serão perdidas... Um pensamento que, por poucos instantes, fez-me refletir sobre a necessidade de registrar, ou ainda, como muitos escrevem, de “colecionar momentos”, memórias, instantes. Em contrapartida, repensei: aquilo que foi vivenciado não pode ser apagado. Sendo assim, por sua vez, na finitude do tempo, parafraseando certo poeta, “viver é melhor do que postar”.