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Os elétricos e o caos nas ruas

Atualizado em 11/05/2026 às 09:05, por Netto Dorico.

card com dizeres

As vias públicas passam por uma mudança desorganizada e desenfreada: o aumento de veículos elétricos de duas rodas, desde bicicletas simples a motos e scooters potentes. Essa inovação tecnológica trouxe um problema sério que, aliada à falta de fiscalização e ao desrespeito às leis, cria um cenário de caos nas cidades. Não é diferente em Barra Bonita e Igaraçu do Tietê, onde recentemente o assunto virou tema de requerimento na Câmara Municipal, rendendo dezenas de manifestações de apoio nas redes sociais.
 

Não se pode encarar como diversão algo que circula entre carros com motor próprio, em velocidades muitas vezes maiores que as de motos de verdadeAUTOR

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A nova mobilidade tornou o asfalto um lugar perigoso, em que veículos sem pedais são pilotados por pessoas sem qualquer preparo, muitas vezes crianças e adolescentes. Esse movimento é movido por uma oferta barata que deixa a segurança em segundo plano. É comum ver jovens em alta velocidade, quase sempre sem capacete, furando sinais e dividindo espaço com pedestres e veículos maiores. Como esses condutores não passam por um processo de habilitação, ou ao menos um treinamento para aprender a convivência no trânsito, ficam extremamente expostos a acidentes graves.

A legislação tentou colocar ordem na situação, com regras claras para separar o que é bicicleta elétrica, patinete e ciclomotor. O prazo decisivo foi 1.º de janeiro de 2026: agora, veículos que ultrapassam os limites de potência de uma bicicleta comum precisam, obrigatoriamente, de emplacamento e o condutor deve ter a ACC ou CNH categoria A. Para pilotar o que a lei considera ciclomotor, é preciso ser maior de idade e estar habilitado.

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Mas a lei sozinha não resolve quando as famílias continuam negligentes, dando esses brinquedos a crianças, e a fiscalização for falha. Não se pode encarar como diversão algo que circula entre carros com motor próprio, em velocidades muitas vezes maiores que as de motos "de verdade". Enquanto os pais trocarem a segurança dos filhos pelo conforto de um presente caro, e as autoridades não apertarem o cerco, a evolução da mobilidade elétrica será marcada por possíveis tragédias que poderiam ter sido evitadas.