Prefeitura de Igaraçu propõe reajuste de 4,5% aos servidores
Sindicato diz que valor é abaixo do esperado e que servidores não tiveram reajuste nos últimos anos
Conforme o sindicalista Rogério Olivato, 4,5% não atende as necessidades da categoria por conta das perdas salariais nos últimos dois anos
Projeto de Lei de autoria do prefeito Carlos Alberto Varasquim, o Bucho, em trâmite na Câmara Municipal de Igaraçu do Tietê, propõe a concessão de reajuste de vencimentos aos servidores públicos municipais em 4,5%, estendendo aos servidores inativos, do SAEIT e conselheiros tutelares. Segundo o texto, o percentual é superior à taxa de inflação referente ao ano de 2025, e segue a disponibilidade econômica da Prefeitura conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal.
O prefeito explicou que as condições financeiras do Município estão condicionadas ao repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que corresponde a 44% do orçamento anual, tendo queda em 2026 de 30%, o que totalizou um déficit de R$ 2.423.807,59. Outro ponto citado por Bucho foi o pagamento dos valores referentes à Lei do Descongela no mês de fevereiro, que, mesmo sendo um direito do servidor, acabou impactando diretamente na folha de pagamento.
Ainda sobre o mesmo assunto, o Poder Executivo propôs a alteração da data base para concessão do reajuste anual aos servidores, que atualmente acontece no dia 15 de março. Segundo a proposta, a nova data será em 1 de abril, mudança já de conhecimento e anuência do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. Os dois projetos foram aprovados para deliberação por unanimidade e encaminhados às Comissões.
Sindicato
Conforme Luiz Rogério Olivato, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Igaraçu do Tietê, o reajuste de 4,5% concedido pela Prefeitura está abaixo do que a categoria esperava. “Estamos há dois anos sem qualquer reposição salarial, acumulando perdas significativas, e o percentual não consegue recuperar esse prejuízo”, explicou.
Ele revelou que as negociações com o Poder Executivo tiveram início em fevereiro, sempre buscando um índice maior. “Foram várias reuniões e muito diálogo, sempre com o objetivo de garantir uma valorização adequada para a categoria”, frisou.
Olivato explicou que o sindicato tem conhecimento sobre a situação financeira do município, principalmente quanto à queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que é hoje a principal fonte de receita da cidade.
“Diante desse cenário, fomos informados de que esse é o limite que a administração consegue conceder neste momento. Mesmo não sendo o reajuste que consideramos ideal, o sindicato optou por aceitar a proposta, entendendo as dificuldades atuais”, completou, salientando que o órgão continua pleiteando a reposição salarial da categoria.












