Uma década vazia
Sergio,
Escrevo-lhe estas dolorosas palavras com o coração cheio de saudades. Sim, desde aquela triste tarde de 2016, hoje, uma década depois, ainda colho os frutos cujas sementes foram plantadas com você, quando as Memórias de Ex- Estudante me elevaram a outro patamar. Reconhecido como escritor, mas entristecido como amigo desde que você partiu.

é autor de oito livros
Era uma edição com o seu olhar clínico, todo adocicado, porque você sempre foi um “formigão”. Eu não conhecia nenhum problema seu, principalmente os de cunho familiar. O que eu sabia era que você, outrora no Hotel Pousada, então recém-inaugurado na Barra, estaria prontamente de mudança para a gloriosa Rádio Eclusa, em Igaraçu. E quantas vezes fui até lá para “papearmos” sobre a vida e sobre a literatura.
Um dia, por acaso, na divulgação do meu primeiro livro, no programa da Vera Moraes, fui presenteado com uma antologia que você organizara. Desde então, quando o procurei nas redes sociais, suas inúmeras postagens interessantes e nosso gosto comum pela literatura chamaram minha atenção e, assim, iniciamos uma rápida, mas intensa amizade. Encerro esta crônica com a tristeza de quem não foi capaz de continuar a escrever. A saudade não permitiu. Esta década foi tão vazia sem você.











