/apidata/imgcache/74dc6492a18355fdb2594f6571bd22c0.webp?banner=header&when=1776282642&who=197
/apidata/imgcache/92a985928ccde64c327517de4be73254.webp?banner=top&when=1776282642&who=197

A gripe chegou mais cedo: veja por que é preciso antecipar os cuidados com a saúde e o que fazer para se proteger

País registra circulação precoce do vírus Influenza A e fenômeno que já sobrecarrega unidades de atendimento

Atualizado em 15/04/2026 às 12:04, por Netto Dorico.

homem de camisa azul, com cobertor cinza, assoa o nariz num lenço branco

O cenário epidemiológico brasileiro acendeu um alerta vermelho antes mesmo do início oficial do inverno, conforme o recente comunicado emitido pela Fiocruz e pelo Ministério da Saúde. As autoridades confirmaram a circulação precoce do vírus Influenza A, fenômeno que já sobrecarrega as unidades de pronto-atendimento em diversas regiões do país e apresenta uma tendência de aumento no longo prazo em quase todo o território nacional. Atualmente, 20 estados brasileiros já registram um número significativo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o que exige uma mudança imediata na postura da população em relação à prevenção.

/apidata/imgcache/9abbbf30cc15b8b3c312510bb55d2403.png?banner=postmiddle&when=1776282642&who=197

Primeiramente, a atenção deve ser imediata devido à possibilidade de complicações para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme lembra a Dra. Maria Cecília Maiorano, coordenadora da pós-graduação em Pneumologia da Afya Educação Médica São Paulo. “O vírus não está apenas circulando, mas causando complicações graves em todo o país, o que exige um olhar atento aos primeiros sintomas”, afirma a especialista.

Em segundo lugar, existe um risco de saturação do sistema de saúde: o aumento na procura por prontos-socorros antes do período sazonal habitual (outono/inverno) pode gerar filas e dificultar o atendimento rápido. "Outro ponto importantíssimo é a vacinação estratégica. Embora o calendário siga a sazonalidade, a circulação precoce justifica a busca imediata pela imunização. A vacinação contra influenza deve, sim, ser realizada quanto antes, principalmente para os grupos de risco", afirma a Dra. Maria Cecília.

/apidata/imgcache/bb9ed056259cbebfcb2e80008c84b5ae.png?banner=postmiddle&when=1776282642&who=197

A médica destaca duas práticas fundamentais para o cuidado da população neste momento. “É fundamental lembrar dos cuidados aprendidos durante a pandemia para conter a transmissão do vírus no dia a dia. A prática da etiqueta respiratória, que consiste em cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, aliada à higienização frequente das mãos, forma a primeira linha de defesa contra o contágio. Em casos de sintomas gripais, o uso de máscara torna-se indispensável, sobretudo em ambientes fechados ou ao procurar atendimento em serviços de saúde, visando proteger as demais pessoas ao redor.”

A especialista ainda explica que, ao apresentar sinais de mal-estar, o indivíduo deve evitar o contato direto com outras pessoas, com atenção redobrada aos mais vulneráveis. “O objetivo dessas medidas integradas é reduzir a pressão sobre os sistemas de saúde e garantir que o pico de casos, que habitualmente ocorreria apenas nos meses mais frios, seja mitigado pela conscientização precoce da sociedade”, encerra.
 

/apidata/imgcache/1c474911ad67786cbc8a6c6fab9d7aea.png?banner=postmiddle&when=1776282642&who=197

Vacina
Tanto Igaraçu do Tietê quanto Barra Bonita oferecem vacina contra gripe/influenza nas unidades de saúde. Atualmente, o foco são grupos prioritários (veja tabela abaixo). Na Mirante do Vale, o posto do Centro (rua Fernando Jatobá, 352) atende em horário estendido para a imunização, de segunda a sexta até às 19h30. Já na Cidade Simpatia, o Postão (Rua Antonio Franco Pompeu, 302, Vila Operária) tem atendimento extra às quartas-feiras, às 19h30.

 

GRUPOS PRIORITÁRIOS PARA VACINAÇÃO CONTRA GRIPE/INFLUENZA
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
Pessoas com 60 anos ou mais
Gestantes e puérperas
Trabalhadores da saúde
Professores
Pessoas com deficiência permanente
Pessoas com comorbidades
Pessoas em situação de rua
Profissionais das forças de segurança, salvamento e forças armadas
Caminhoneiros
Trabalhadores do transporte coletivo
Trabalhadores portuários
Trabalhadores dos Correios
População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional