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ADDAI deixa o recado: precisamos de uma sede

Integrantes da OSC igaraçuense participam do podcast Conversa e explicam sobre a necessidade de ter um local específico para atendimento dos autistas

Atualizado em 06/03/2026 às 10:03, por Netto Dorico.

Quatro participantes do podcast

Membros da ADDAI na mesa do podcast, com a apresentadora Priscila Dorico




A Associação pelos Direitos dos Autistas de Igaraçu do Tietê (ADDAI) precisa de uma sede. Essa foi a principal mensagem deixada pela entidade na participação no Podcast Conversa, que foi ao ar na quarta-feira (04) pelas redes sociais do Jornal O Mirante.

Representada no programa pela presidente Juliana Silva, vice-presidente Paula Fernandes e pelo advogado Mário André Izeppe, a OSC (Organização da Sociedade Civil) foi fundada em 2024 e já atende dezenas de famílias e crianças – inclusive irmãos menores de dez anos que não possuem o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

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Ter um local para centralizar atendimentos como terapia ocupacional (TO) e sessões com psicólogos, entre outros, é essencial. “Já estou com recursos para oferecer fisioterapia. Onde vou pôr essas crianças? Ganhamos vários móveis que tivemos que dispensar por não ter onde colocar. Estamos impossibilitados de trabalhar”, lamentou Juliana.
 

Judicial

O advogado Izeppe ressaltou que o processo para tornar a ADDAI de utilidade pública municipal está em andamento, o que irá proporcionar o repasse de dinheiro público pela Prefeitura, fator que também será um diferencial para a OSC.

Ele também explicou sobre a aquisição de veículos com isenção de tarifas, como IPVA, e as ações judiciais para o acesso a terapias e medicamentos de alto custo.

 

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Sala de aula

Outro tema abordado durante o podcast foi a presença de monitoras em salas de aula da rede pública, inclusive a municipal. Juliana explicou que todos os alunos que têm laudo contam com a presença de uma especialista. “Eu espero que meu filho seja alfabetizado, não que vá à escola só por ir”, argumentou, explicando que todos são professores com formação especial. “Segundo a Dida (secretária municipal de educação) me passou, todos os professores vão ter auxílio”, acrescentou.

Juliana e Paula têm filhos com autismo e contaram com detalhes suas experiências, incluindo o abandono do pai e a dificuldade de acesso ao tratamento gratuito pela rede pública. O podcast completo está disponível no YouTube do Jornal O Mirante.