Barra recebe autoridades para discutir proliferação de aguapés
Encontro aconteceu na orla do rio Tietê na manhã de quarta-feira
Capitão Hélio, Érica e Kenji conversam durante a reunião realizada no porto da Avenida Pedro Ometto
Barra Bonita recebeu, na manhã de quarta-feira (1), um grupo de autoridades ligadas à área ambiental para discutir a proliferação e o acúmulo de macrófitas (aguapés e plantas aquáticas) no rio Tietê, fato que tomou grandes proporções nos últimos dias.
A presença da Secretária Estadual de Meio Ambiente, Natália Resende Andrade Ávila, chegou a ser anunciada no dia anterior, mas ela não apareceu. O Governo do Estado foi representado pelo Subsecretário de Saneamento e Recursos Hídricos da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Cristiano Kenji Iwai.

Segundo ele, desde o ano passado, a Semil tem feito um trabalho intenso de fiscalização sobre a proliferação de macrófitas. “A ideia hoje é mostrar um reforço dessas ações que estão sendo feitas e alguns anúncios relacionados a novos investimentos na região.”
Kenji considera que nos últimos dias houve acúmulo acentuado de plantas aquáticas. “Um deslocamento significativo que acabou se acumulando a montante da barragem. Desde o dia 19 de março, estamos com uma embarcação da secretaria auxiliando nesse serviço, agora intensificado para melhorar a questão da navegação.”
Ele lembrou que, em 2025, foi instalada em Barra Bonita uma estação automática que coleta informações sobre a qualidade da água. “Isso possibilita o monitoramento contínuo de parâmetros básicos, como pH e temperatura, proporcionando um acompanhamento criterioso de qualquer ocorrência e permitindo aferir as melhorias que vão ocorrendo ao longo do tempo”, completou.
Ações
Érica Rodrigues, secretária executiva do Comitê da Bacia Hidrográfica Tietê Jacaré, explicou que o problema das macrófitas vem sendo abordado há bastante tempo. “Disponibilizamos R$ 1.100.000 para esse projeto que já está em uma fase bem adiantada, com a análise e coleta de amostras em 72 pontos do reservatório, quando foram identificadas 19 espécies de plantas aquáticas.”
Ela revelou que uma das ações como projeto piloto é a substituição das plantas. “Trocando as espécies flutuantes por enraizadas, que são mais fáceis de manejar e controlar, já foram escolhidas e estão em fase de crescimento.”

Outra medida, segundo Érica, é a aplicação de laser para quebrar a estrutura dos aguapés, diminuindo a taxa de crescimento e, em alguns casos, provocando a morte dessas plantas. As duas intervenções deverão ter início nos próximos meses em Barra Bonita.
Ambiental
Para o ambientalista e empresário no setor de navegação barra-bonitense Hélio Palmesan, a proliferação das plantas aquáticas, apesar de todas as ações que vêm sendo discutidas há muito tempo, já gerou prejuízo com números acima de R$ 2 milhões no transporte de carga.
Palmesan citou um estudo liderado pela Unesp em 1999 sobre o controle de aguapés por meio de um trabalho de pulverização, o qual gerou bons resultados. “Vamos insistir nessa pauta sobre o combate químico, já que hoje em dia temos produtos licenciados e o procedimento pode ser feito até mesmo com drones.”
Ele finalizou dizendo que os transtornos enfrentados pelos setores da navegação são diários. “A partir do momento em que o Rio Tietê estiver despoluído, não teremos mais problema com aguapés, mas isso seria em longo prazo.”













