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Prejuízo de meio milhão por mês

Resposta do Hospital São José, enviada à Câmara de Barra Bonita, revela déficit mensal acima dos R$ 547 mil

Atualizado em 08/04/2026 às 16:04, por Netto Dorico.

fachada de um hospital, com alguns carros estacionados

Déficit mensal é a soma da falta de repasses das Prefeituras de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê

A direção do Hospital e Maternidade São José, de Barra Bonita, enviou à Câmara Municipal ofício com informações solicitadas recentemente pelos vereadores. Um dos principais assuntos abordados foi a atual situação financeira da casa de saúde.
Conforme o ofício, assinado pelo presidente Valdemir Aparecido Ferreira, a unidade possui atualmente um déficit mensal de R$ 547.805,78. O valor seria a soma do corte no repasse de R$ 200 mil por parte da Prefeitura de Barra Bonita, além dos R$ 347.805,78 relacionados ao atendimento dos pacientes de Igaraçu do Tietê.

Sobre o endividamento existente, herança de exercícios anteriores, Ferreira explicou que o balancete referente ao exercício de 2025 ainda está em fase de elaboração, motivo pelo qual os números da dívida atual não podem ser divulgados com precisão.

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O presidente salientou também que o hospital enfrenta uma situação financeira persistente deficitária e apelou aos vereadores para intercederem junto ao Poder Executivo barra-bonitense para conseguir o restabelecimento imediato do repasse mensal de R$ 200 mil, além de suplementação de recursos para reposição das perdas acumuladas.
 

Obstetrícia
Sobre uma possível redução no atendimento obstétrico, o Hospital São José explicou que vem mantendo a prestação de assistência na especialidade dentro das condições estruturais e operacionais disponíveis, podendo enfrentar algumas situações negativas pontuais relacionadas à composição integral da escala médica.

A direção revelou, também, que a unidade conta com um médico obstetra que permanece no local durante o dia. Já no período noturno, o atendimento acontece na modalidade de sobreaviso, ou seja, é acionado apenas quando necessário.
Também foi explicado que quatro médicos anestesistas são fixos na escala, atendendo em cirurgias programadas e casos de urgência e emergência quando necessário.

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Quanto a uma suposta deficiência no estoque de oxigênio hospitalar, Ferreira informou que não há registros de falhas no abastecimento, feito por empresa contratada conforme programação logística e técnica com a demanda.
A íntegra do documento ficou à disposição dos vereadores.