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Sindicato denuncia falta de monitores e desvio de função em escolas municipais

Documento enviado à Câmara destaca situação crítica na CEMEI Mercedes Lopes de Marchi; entidade alerta para insegurança e sobrecarga de servidores

Atualizado em 16/04/2026 às 09:04, por Netto Dorico.

Fachada de uma escola com portão e grades de ferro na cor branca, com carro estacionado em frente

Sindicato alerta que falta de funcionários na rede municipal de ensino compromete segurança de crianças e gera desvio de função

O Sindicato dos Servidores Municipais de Barra Bonita oficializou junto à Câmara Municipal uma denúncia sobre graves deficiências na rede de ensino infantil da Prefeitura. O relatório, assinado pelo presidente da entidade, Jeferson Adriano Sanches, aponta que a falta de profissionais está comprometendo a segurança dos alunos e a viabilidade do trabalho pedagógico, com foco especial na unidade CEMEI Professora Mercedes Lopes de Marchi, no Jardim Nova Barra.

De acordo com o sindicato, o quadro de monitores escolares está operando abaixo do mínimo necessário para atender à demanda. A situação teria se agravado após o afastamento de uma monitora por motivos de saúde, o que forçou professores e outros funcionários a assumirem tarefas fora de suas atribuições originais. O documento classifica a prática como desvio de função e alerta para o risco de esgotamento físico e mental dos trabalhadores devido à sobrecarga.

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Outro ponto levantado refere-se à gestão de descanso no início do ano. Segundo Sanches, as férias foram concedidas apenas ao corpo docente, excluindo servidores do setor operacional, como merendeiras, zeladores e os próprios monitores. A entidade argumenta que essa diferenciação intensifica o desgaste da equipe e contribui para um ambiente de trabalho instável.

Risco de acidentes e pedido de intervenção
O sindicato estima que a unidade Mercedes Lopes de Marchi necessita da contratação imediata de, no mínimo, quatro monitores infantis, carência que se repetiria em outras escolas da rede municipal. O relatório alerta que o atual regime de improviso adotado pela direção das unidades torna o Poder Público civilmente responsável por eventuais acidentes ou incidentes que envolvam as crianças no ambiente escolar.

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Diante do cenário considerado insustentável, o presidente do sindicato solicitou a intervenção direta dos vereadores. O pedido inclui a apresentação de uma Moção de Apelo ao Poder Executivo e o reforço na fiscalização das medidas necessárias para a regularização do quadro de funcionários, visando garantir a segurança dos alunos e o respeito aos direitos trabalhistas dos servidores.