Dia Nacional de Conscientização alerta para diagnóstico de cardiopatia congênita
Cerca de 30 mil crianças nascem com a doença anualmente no Brasil; 40% precisam de cirurgia no primeiro ano de vida
O Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho, reforça a importância do diagnóstico precoce da doença no país. Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 30 mil crianças nascem todos os anos com algum tipo de alteração estrutural no coração, sendo que 40% delas necessitam de intervenção cirúrgica ainda no primeiro ano de vida.
Aproximadamente 90% dos casos podem ser identificados durante a gestação ou logo após o nascimento. A detecção precoce por meio do ecocardiograma fetal permite planejar os procedimentos invasivos necessários nos períodos fetal ou neonatal. Um avanço no setor foi a sanção da Lei 14.598, em junho de 2023, que assegura a realização de ecocardiograma e ultrassonografia para gestantes na rede pública de saúde.
Além dos exames pré-natais, as maternidades realizam o teste do coraçãozinho entre 24 e 48 horas após o parto para detectar cardiopatias cianóticas. As abordagens terapêuticas variam conforme a gravidade de cada caso, englobando desde o acompanhamento clínico com o uso de medicamentos até procedimentos de maior complexidade, como cateterismo, cirurgia cardíaca ou transplante de órgão.
As autoridades médicas orientam pais e responsáveis a monitorarem sinais clínicos de alerta. Em bebês, os principais sintomas incluem cansaço excessivo durante as mamadas, respiração acelerada em repouso e extremidades roxas. Já em crianças maiores, os indicativos envolvem fadiga crônica durante atividades físicas, palpitações, infecções pulmonares frequentes e episódios de desmaio.











