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Queda das temperaturas no inverno eleva casos de infecções respiratórias

Ambientes fechados no frio facilitam a transmissão de vírus; médico orienta sobre a diferenciação de sintomas e regras de etiqueta respiratória

Atualizado em 24/06/2026 às 10:06, por Netto Dorico.

interior de um ônibus público lotado em um dia frio, com as janelas embaçadas pelo vapor. No centro, pessoas vestindo casacos pesados e toucas aparecem tossindo e espirrando sem máscara, ilustrando a fácil propagação de gotículas e vírus em ambientes fechados.

Manter ambientes arejados e higienizar as mãos com frequência são medidas essenciais para conter vírus respiratórios no período de frio (Imagem por IA)

A chegada do outono e do inverno tem provocado um aumento expressivo na circulação de vírus respiratórios, elevando os diagnósticos de gripes e resfriados. Segundo o médico Ramiro Teixeira Hernandes, coordenador do Núcleo de Atenção à Saúde da Unimed Federação Nordeste Paulista, a permanência prolongada de pessoas em espaços fechados e com pouca ventilação é o principal fator que acelera o contágio em residências, escolas e ambientes corporativos.

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O especialista ressalta a necessidade de distinguir as manifestações clínicas de cada patologia para buscar o tratamento adequado e evitar a automedicação. Enquanto o resfriado comum gera sintomas localizados nas vias aéreas superiores — como coriza, obstrução nasal e leve irritação na garganta —, a gripe manifesta-se de forma sistêmica e intensa, provocando febre, prostração, dores de cabeça e no corpo. Quadros causados por bactérias exigem prescrição de antibióticos, enquanto infecções virais demandam protocolos focados no alívio sintomático.

A atenção deve ser redobrada com os grupos de risco, que incluem idosos, gestantes, crianças pequenas e portadores de doenças crônicas, como diabetes, cardiopatias e asma. Hernandes adverte que viroses leves contraídas por jovens podem evoluir para complicações graves, como pneumonias, ao serem transmitidas para parentes vulneráveis. Como prevenção, recomenda-se a etiqueta respiratória, que engloba a lavagem frequente das mãos, o uso de máscaras por pessoas sintomáticas, a manutenção de janelas abertas para circulação do ar e a atualização da carteira de vacinação.