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Polícia Civil deflagra operação contra esquema de furto e lavagem de dinheiro em Barra Bonita

Investigação da DIG de Jaú aponta desvios em usina e movimentações bancárias suspeitas; bens apreendidos superam R$ 500 mil

Atualizado em 08/04/2026 às 19:04, por Netto Dorico.

bancada com dinheiro, relógios, arma e chaves de carro expostos pela polícia civil

Itens de luxo, arma e equipamentos agrícolas foram recolhidos à delegacia após cumprimento de mandados (Reprodução/Facebook Repórter Wando Alves)

A Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Barragem para desarticular uma associação criminosa suspeita de furto qualificado, receptação e lavagem de dinheiro na região. A ação, coordenada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, resultou na apreensão de veículos de luxo, equipamentos agrícolas, armas e relógios de alto valor, além do bloqueio judicial de contas bancárias.

As investigações tiveram início em setembro de 2025, após a Raízen de Barra Bonita denunciar a retirada irregular de 60 bicos injetores de máquinas colhedeiras. O esquema, que gerou um prejuízo inicial de R$ 200 mil, ocorria durante a madrugada e sem autorização formal. Com a quebra dos sigilos bancário e fiscal, a polícia identificou transações milionárias incompatíveis com a renda dos investigados, sugerindo a participação de empresários locais em uma rede estruturada de lavagem de capitais.

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Módulo e GPS agrícola apreendidos sob suspeita de roubo/furto (Reprodução/Facebook Repórter Wando Alves)

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam seis automóveis — incluindo modelos de luxo como Range Rover Sport e Audi —, duas motocicletas, módulos de colheitadeiras e um kit de GPS agrícola avaliado em R$ 160 mil. Um dos investigados foi preso em flagrante por receptação. Ao todo, o valor dos bens apreendidos ultrapassa R$ 500 mil, montante que não inclui os valores retidos em contas correntes por determinação da Justiça.

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A ofensiva mobilizou 30 policiais e contou com o apoio da Dise, do Setor de Investigações Gerais (SIG) e das delegacias de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê. Segundo a Polícia Civil, as medidas cautelares de sequestro e arresto de bens visam interromper as atividades do grupo e garantir o ressarcimento da vítima. O inquérito segue em andamento para identificar outros possíveis integrantes do esquema