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Quebra de protocolo

Atualizado em 12/06/2026 às 15:06, por Netto Dorico.

Ele caminhara por entre os pedregulhos que ele próprio havia posto em seu caminho. Sim, ele mesmo causara os empecilhos que atravancavam o próprio caminhar. Ainda que estivesse destinado a seguir, sabia que fora necessário quebrar o protocolo a seguir.
Ao entrar, rústico, por entre os mosaicos coloridos, ele parecia não acreditar no ambiente em que pisara. Nada que o cumprimento de sua palavra não tornasse necessário. Era preciso cumprir todos os acordos que havia firmado consigo mesmo. Vitrais marcados por imagens outrora fruto de fé. Respeitara o mundo que o cercava como pagamento de erros anteriores.

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Pensara por instantes: como era possível corrigir o próprio passado praticando aquilo que não quisera praticar? Esgotado do pensamento excessivo, vira um menino brincando de assoprar bolhas. Estava com uma embalagem de uma velha garrafa e um canudinho. A cada bolha de sabão, um pensamento. Sentia aquele velho instante em que até pensar lhe doía. A bolha voava em direção ao nada, assim como sua vida, flutuante em algum lugar no espaço.